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9 de janeiro de 2026Desvendando as normas NBR, ASTM e API: Guia prático para a escolha do tubo certo para o seu projeto
Escolher o tubo adequado para um projeto industrial ou de construção pode parecer bem simples à primeira vista, mas envolve uma série de fatores críticos.
Entre esses fatores, as normas técnicas, como NBR, ASTM e API, estão entre as principais. Afinal, elas garantem a qualidade, segurança e desempenho dos tubos em diferentes aplicações, desde sistemas hidráulicos até indústrias de óleo e gás. Quer saber mais sobre cada uma das três? Então leia o texto a seguir.
Entendendo o que são as normas NBR, ASTM e API
Antes de escolher um tubo, é fundamental tentar compreender o que cada norma representa e qual sua aplicação no mercado:
NBR
A NBR (Norma Brasileira Regulamentadora) é uma norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que é amplamente utilizada no Brasil. Ela estabelece critérios como dimensões, tolerâncias, propriedades mecânicas e métodos de ensaio para tubos de aço, cobre, PVC e outros materiais.
Logo, a NBR se torna essencial para garantir a compatibilidade com projetos nacionais e atender a exigências legais.
ASTM
A ASTM International, anteriormente conhecida como American Society for Testing and Materials, define normas internacionais para materiais, produtos, sistemas e serviços, especificando composição química, propriedades mecânicas, métodos de teste e tolerâncias dimensionais.
Não à toa, projetos que envolvem exportação ou cooperação com fornecedores do exterior frequentemente seguem normas ASTM.
API
Por fim, a API (American Petroleum Institute) é uma norma focada no setor de petróleo e gás, incluindo tubos para transporte de fluidos sob alta pressão e temperatura.
Além das propriedades físicas e químicas, a API acaba definindo critérios rigorosos para resistência à corrosão e integridade estrutural em ambientes extremos. Sua utilização é mandatória em muitas aplicações offshore e refinarias.
De que maneira interpretar as normas na prática?
Entender os códigos das normas é essencial para a escolha correta. Sendo assim, logo abaixo, mostraremos exemplos de classificação de tubos dentro desses critérios:
Exemplo de NBR
Um tubo NBR 5580-1 indica que se trata de um tubo de aço carbono soldado, com especificações de pressão e temperatura. O número da norma permite consultar detalhes técnicos como tolerâncias e testes obrigatórios.
Exemplo de ASTM
Um tubo ASTM A106 Grau B indica aço carbono sem costura, projetado para serviço de alta temperatura. A letra da classificação define a resistência mecânica e química do material.
Exemplo de API
Um tubo API 5L X65 é usado no transporte de petróleo e gás. A classificação X65 indica resistência mínima à tração, além de atender a testes específicos de impacto e integridade estrutural.
Quais as consequências do não seguimento dessas normas?
Ignorar ou não seguir corretamente as normas técnicas pode trazer sérias consequências para qualquer projeto. Dentre elas estão as seguintes:
Riscos de falhas estruturais
Tubos fora das especificações podem apresentar vazamentos, rupturas ou deformações, comprometendo a segurança do sistema e das pessoas envolvidas.
Aumento de custos e retrabalho
O uso de materiais inadequados ou sem certificação pode gerar desperdício de recursos, necessidade de substituição de peças e atrasos na execução do projeto.
Problemas legais e regulatórios
O não cumprimento de normas pode resultar em multas, paralisação de obras e responsabilização civil ou criminal em caso de acidentes, afetando a reputação da empresa.
Impacto na durabilidade e desempenho
Tubos que não seguem padrões técnicos tendem a ter menor vida útil, podendo comprometer a eficiência e a confiabilidade de todo o sistema ao longo do tempo.
Critérios para escolher o tubo certo
Vale ressaltar, todavia, que a escolha do tubo não depende apenas da norma, mas de uma análise completa de vários quesitos técnicos, como:
Material adequado para a aplicação
O material do tubo deve ser compatível com o fluido transportado e com as condições de temperatura e pressão do sistema.
Diâmetro e espessura ideais
Escolher o diâmetro e a espessura corretos garante a capacidade de transporte e a resistência necessária à pressão interna.
Resistência à pressão e temperatura
É fundamental avaliar a pressão máxima e a temperatura de operação que o tubo precisará suportar para evitar falhas.
Durabilidade e resistência à corrosão
Tubos expostos a ambientes agressivos ou químicos devem apresentar resistência à corrosão e ao desgaste para prolongar sua vida útil.
Facilidade de instalação e manutenção
A escolha do tubo deve considerar aspectos como facilidade de manuseio, montagem e manutenção futura, garantindo eficiência operacional.
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